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 III Challenge Week

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Pansy Parkinson
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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Sab Ago 22, 2009 4:21 pm

Gente. Acaba amanha. Quem planeia escrever?

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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 5:43 am

Aind an sei se vou.
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Pansy Parkinson
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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 10:15 am

Não tens muito tempo para decidir. Mas faz como quiseres.
Não aceito fics apartir da meia-noite

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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 12:59 pm

de hoje á meia noite?
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Pansy Parkinson
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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 1:18 pm

Claro que é à meia-noite de hoje. Aliás, acaba às 23:59, se não tiver as fics antes dessa hora não serão aceites. Salvo em casos excepcionais.

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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 1:53 pm

que casos?
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harry17
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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 1:58 pm

nao podes fazer 2 posts iguais
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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 1:59 pm

desculpa é que o meu pc n sei o que aconteceu mas n apareceu a minha mensagem e depois eu pus outra vez e apareceu as duas.
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Pansy Parkinson
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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 2:14 pm

alvez2 escreveu:
que casos?

Casos em que tenha sido avisado com tempo que nao ias te rnet ou outra coisa qualquer.
Mas para ti, é até à meia-noite.

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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 2:16 pm

[quote="Pansy Parkinson"]
alvez2 escreveu:
que casos?
eu n tenho tempo, vou a umas festas aqui.
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Pansy Parkinson
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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 2:37 pm

-.-'
Nem comento

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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 5:09 pm

Só vi agora! Damm!!
Bem participo no próximo!
Vou já a começar a organizar informação, sobre as personagens que vou usar no próximo!!
MUAHAHAHAH!! Twisted Evil

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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 5:13 pm

Pansyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy, posta as fics, criatura, que já passa da midnight de London x)

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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 5:19 pm

Posta! Posta! ^^

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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 5:20 pm

que mania Draquete, tem calma!

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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 5:22 pm

Mas porque raio é que ultimamente ninguém me liga???
Suspect
...
Vou ver Yaoi!! >.<

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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 5:23 pm

Não me chames Draquete, inutilidade ambulante! Anda lá, posta lá isso que o Senhor quer ver as fics xD

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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 7:19 pm

Vou postar os resultados!
Não digam nada até postar as QUATRO fics recebidas! ;D
Avaliações quando me derem, por isso, nem vale a pena perguntarem.

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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 7:21 pm

Citação :
Nome: It was just a mistake
Autor: Blue Storm
Tipo: Short-fic
Gênero: Romance
Classificação: 16
Foco: Sirius Black/Remus Lupin
Capa da fic: https://redcdn.net/ihimizer/img19/8004/justamistake.jpg
Sub-tema: Amor
Itens usados: Cumplicidade
Fogo




It was just a mistake

Deixava para trás um rasto de pegadas na neve imaculada, à medida que lutava contra o vento para conseguir avançar. Uma súbita tempestade abatera-se sobre Londres, apanhando-me desprevenido enquanto me dirigia para Grimmauld Place. O vento fazia com que o meu casaco e cachecol esvoaçassem. Seguia com uma mão à frente dos olhos, para não levar com neve. A noite já há muito chegara e apenas os candeeiros iluminavam o caminho entre as brancas cortinas.
Devido às horas já adiantadas, nem me preocupei em olhar em redor quando o número 12 se materializou à minha frente, apenas mais uma casa entre tantas outras. Todos os Muggles deviam estar a dormir, alheios aos problemas do meu mundo. Subi as escadas e a porta abriu-se, mostrando o interior da quase abandonada casa.
Assim que fechei a porta atrás de mim, soltei um suspiro de alívio. Da neve apenas restavam uns flocos no meu cabelo e roupa, que derretiam com a mudança de temperatura, um calor húmido e bafiento. O retrato de Walburga Black mantinha-se calado, deixando a entrada num abençoado silêncio.
Um sobressalto percorreu-me a espinha quando este foi interrompido, uma voz grave e arrastada vinda da cave:
- Remus… és tu?
Pelos vistos Sirius ainda estava acordado. E pelos vistos andava a beber, mais uma vez. Afigurava-se outra das habituais noites de conversas melancólicas e degradantes.
Desci as escadas, livrando-me do casaco molhado e do cachecol. Sirius arrastara a mesa e cadeira para perto da fogueira, que lançava um calor apelativo para o frio compartimento. Atirei o casaco para uma cadeira e arrastei outra para a frente do sombrio homem, que olhava perdido para o copo de whisky na sua mão. A garrafa repousava na mesa, o liquido cor de âmbar já a dois terços.
Sentei-me em silêncio, sabendo perfeitamente que naquele estado não conseguiria arrancar nada de Sirius, se ele não quisesse. Mas eu compreendia-o. Demasiado bem, até.
Nunca fora de me render ao álcool, mas o efeito das labaredas bruxuleantes no whisky, e o meu estado de imensa letargia pedia por uns momentos de descontracção e esquecimento. Um copo voou do armário até mim, e enchi-o até meio.
Ultimamente era sempre assim. Éramos uns casos perdidos, de meia-idade, de sonhos destroçados e promessas quebradas. Tudo correra mal, nada era como devia ser. Ambos falháramos na vida, e ela ria-se da nossa figura parva. Sirius abrigava-se no calor do álcool, eu na nostalgia das memórias. E ambos caminhávamos para a desgraça.
A bebida aquecia-me por dentro, começando a fazer efeito e tornando os meus pensamentos livres. Estes corriam pelas minhas memórias sem autorização, como que reforçando o amargo sentimento de saudade.
Os meus tempos dourados há muito tinham passado. A minha juventude, os dias despreocupados em Hogwarts, onde todos os sonhos e fantasias podiam tornar-se reais. Quando James e Lily ainda se encontravam entre nós, quando o sorriso de Sirius era algo constante. Agora a única coisa que havia era uma grande, uma enorme ausência. Um vazio que me degradava a cada segundo.
Enchi o copo de novo. Sirius olhou-me de lado e levantou uma sobrancelha.
- Dava-te um galeão pelos teus pensamentos.
Sorri, uma máscara para o que eu realmente pensava.
- Pensava nos velhos tempos… Como eram bons. E como agora tudo se foi, deixando um vazio para trás. Uma ausência perturbadora. – ia rodando o copo de whisky, vendo a bebida a descrever uma lenta dança. – Somos como este copo. A bebida está lá no nosso auge e esvazia-se nos maus momentos, deixando apenas vestígios que lá esteve. E depois, por um mero descuido, uma distracção, escorrega-nos da mão - o copo, a nossa vida – e estilhaça-se no chão. E por mais que juntemos os cacos, nunca mais será o mesmo.
Sirius suspirou.
- Entendo-te. Olha para mim. Todos os votos de confiança que me deram… E sou um falhado. Falhei para com toda a gente. Para com James, para com Harry. Sou um foragido, nem proteger aqueles que amo consigo. Passo a vida fechado neste buraco, a ganhar teias de aranha. Desiludi tudo e todos… passo a vida com a cauda entre as pernas.
A garrafa de whisky passara de metade. Já não sentia frio algum, e passara a ter demasiado calor. Desapertei a gravata e alguns botões da camisa.
- Parece que tudo o que queria se escapou por entre os dedos. – comentei. – E para trás deixa o vazio… esta sensação de nada…
- Eu não sou nada… Aliás, eu sou uma ausência de alguma coisa…
- Muito filosófico da tua parte.
O sorriso de agradecimento de Sirius pareceu mais um esgar, algo muito forçado para conter uma lágrima que espreitava. E depois caiu outra vez num silêncio prolongado.
O whisky fazia-me as pálpebras pesadas, mas os meus pensamentos nefastos não me deixavam adormecer. Se a garrafa não tinha acabado, devia estar perto do fim. A minha cabeça tombou para o lado e viajei entre o mundo dos sonhos e a realidade.
Não sei quanto tempo estive assim. Quando voltei a ouvir a voz de Sirius esta parecia distante, como que ao fundo de um túnel. Parecia que era a minha mente a pregar-me partidas, pois soava jovem e alegre como não era há muitos anos. Não quis abrir os olhos com receio que fosse apenas uma ilusão, pois poder ouvir aquela voz de novo era quase milagre. Mais acabei por o fazer, porque parecia demasiado real.
Realmente Sirius tinha um ar diferente, mais desperto, e falava com uma certa alegria, embora a sua voz fosse a mesma, grave e aveludada. Falava do tempo dos Marauders, de James, de Lily, de todas as aventuras. De como se sentia bem quando podia estar entre amigos e de como sentia falta daquela sensação de poder ajudar, de dar e receber.
E a sua voz parecia que me levava para sítios distantes, através do tempo e do espaço e me colocava de novo nos jardins de Hogwarts, nas tardes passadas à sombra de uma árvore. Os esquemas e filosofias, a amena cavaqueira entre amigos para sempre. E na grande inocência em relação ao mundo exterior. Isto tudo apenas pelo tom de certa felicidade na sua voz, do qual já sentia saudades.
Depois do súbito entusiasmo, a voz de Sirius foi esmorecendo até adormecer, deixando-me sozinho, embalado pelo crepitar do fogo. As labaredas dançavam, os seus movimentos encantados e hipnotizadores. Figuras do meu passado apareciam e desapareciam nas chamas, projecções ilusórias e efémeras. As chamas quase pareciam provocar-me, chamando-me para junto delas, para o perigo que eram aquelas ilusões.
Mas ainda mais interessante que isso, era o efeito que o fogo fazia em Sirius. Dava-lhe cor à sua face pálida e magra, e um tom alaranjado à sua calma figura. O seu peito elevava-se pausadamente, a sua respiração serena. E toda a sua figura fez-me sorrir e senti algo no meu âmago que há muito queria enterrar.
Sirius era… diferente. Diferente de todos que eu já conhecera. Observava-o em silêncio desde sempre, quando ele se ria alto com James, quando era o centro das atenções. Estava lá quando ele precisava, e ele esteve lá quando eu precisei. Esperava na sombra, enquanto ele se vangloriava no meio das raparigas, o seu olhar ladino brilhando de orgulho. Recordava a sensação de aperto que sentira na altura. Desviava os olhos e fingia que tudo estava bem.
Mas agora, com o álcool a correr no sangue, parecia que Sirius pedia inocentemente para esse sentimento voltar. Porque ele nunca desaparecera. Eu tentara enterrá-lo, suprimi-lo, mas parecia que o tempo apenas tinha servido para o aumentar. E agora arrependia-me de ter tentado negar a verdade.
Levantei-me e peguei na garrafa de whisky, bebendo o pouco que restava como que para ganhar coragem. Quedei-me de pé a olhar para Sirius, debatendo-me interiormente. Ali sentado, dormindo, parecia uma promessa de tempos melhores. Devia, não devia… Por um lado era tudo o que queria fazer. Por outro eu sabia que o álcool me deturpava os pensamentos. E por isso mesmo não conseguia lutar contra os meus desejos mais íntimos.
Pousei a garrafa e aproximei-me de Sirius. Estendi a mão lentamente, com receio de fazer algo que não queria. Ou melhor, não devia. Mesmo assim, passeei a minha mão na linha do seu maxilar. Passei os dedos pelos cabelos negros dele e suspirei. Nunca passaria daquilo. De o observar enquanto dormia, sempre furtivamente.
Ia a afastar-me quando senti que ele me agarrava o braço. Fiquei parado, pois podia ser apenas um acto involuntário, provocado por um sonho. Mas pelo canto do olho via que Sirius me olhava, aqueles seus profundos olhos cinzentos com um brilho atrevido. A partir daí, não pude mais decidir o certo a fazer.
Sirius puxou-me na sua direcção, a outra mão agarrando os meus cabelos. Beijou-me com um ardor que nunca antes vira nele, deixando-me com tonturas de prazer, a sua língua louca procurando a minha. Enquanto me empurrava para a mesa, desfazia-se das nossas roupas, explorando o meu corpo sofregamente. Aplicava toda a sua frustração e transformava-a em sede, procura de satisfação. Éramos um só, duas almas penadas e renegadas. A velocidade ia aumentando, o prazer numa subida desenfreada até ao cume. Ambos soltamos um gemido sufocado, o êxtase do acto. Todo o corpo de Sirius parecia irradiar um brilho laranja, devido ao suor e às labaredas. Puxou-me com ele para o chão, que estava incrivelmente frio, comparado com os nossos corpos.
Ficamos os dois quietos, sem nada dizer. Sirius adormeceu encostado ao meu peito, um ar sereno, tão belo. Eu fiquei a olhar para o tecto, a razão a voltar. Nunca deveria ter feito aquilo. Podia correr o risco de estragar a nossa amizade, se tudo corresse mal. Não se pode almejar ter tudo, pois sei por experiência que isso corre mal. A felicidade era agora substituída por um grande arrependimento.
- Foi apenas um erro…
Se a sorte nos sorrisse, por uma vez… Ou talvez Sirius nem sequer tivesse recordações daquela noite, que fora para mim uma bênção. Pela primeira vez em muito tempo, fiquei sem saber se queria ou não a sorte a meu lado.

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Pansy Parkinson
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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 7:22 pm

Citação :
Nome: Your Glory, my love
Autor: Harry Spider Potter
Tipo: Short-fic
Género: Romance
Classificação: Slash
Foco: Gellert Grindewald/Albus Dumbledore
Nota Introdutória: Esta Fic quebra um pouco o Canon, já que a relação de Grindewald e Dumbledore se alonga para além do período de dois meses em que se desenrolou a sua amizade.
Subtema: Amor
Item: Espelho Quebrado

Your glory, my love

O interesse que nutríamos um pelo outro era vinculado por um laço inabalável que nos iludia em enganos vitoriosos baseados na ambição. Éramos aliados, ligados na sabedoria e no manejo brilhante da varinha; movidos pelo sonho da conquista dos fracos pela mão dos fortes. Ele era um feiticeiro exímio, talvez meu amigo, embora me custasse a crer que alguém da sua têmpera possuísse, por entre o seu dicionário de valores, a palavra ‘amizade’.
Cabelos belos, cor de areia, caíam-lhe numa cascata dourada e espiralada em redor da cabeça, tapando-lhe um olho amendoado e o nariz longo e bicudo, tão arrebitado e dono de si mesmo. Chamar-lhe ‘belo’ seria pouco para os padrões da sua perfeição.
Uma questão massacrava-me a mente: Será que o amava?
Sim, absolutamente. Não me queria enganar a mim mesmo, alegando que me eram indiferentes os arrepios que perpassavam agradavelmente o meu corpo, sempre que ele se aproximava.
Tínhamos erguido uma relação, rapidamente. De um momento para o outro era usual que ele invadisse a minha casa para me trazer notícias sobre as nossas pesquisas. Acomodava-se com toda a dignidade, ocupando a melhor poltrona, retirando as luvas de camurça para as deixar caídas no chão, arranjando um cálice com uma bebida do seu agrado… desprezando-me, para que sentisse o seu domínio no meu próprio domínio.
Experimentava potencializar aqueles diminutos momentos, agarrando-lhe o copo vazio, um pretexto subtil para lhe acariciar a mão; Voltava, imediatamente, trazendo o cálice de vinho e um sorriso cúmplice; Aproximava-me mais, para que o meu braço tocasse no dele, enquanto me inclinava, discretamente, apontando para uma gravura num livro que me mostrava.
- Estás a ouvir-me, Albus? - E o meu devaneio era rasgado, os meus olhos clareavam-se e eu sentia-me pateta e imbecil, anuindo rapidamente, sem saber o que responder. E voltava a ouvir o que ele me explicava, pacientemente, apontando os dedos longos para um determinado excerto no livro. Eu via, pelo canto do olho, que os seus lábios finos se comprimiam num sorriso incompreensivelmente divertido.
E adorava rir-se daquela maneira. Adorava que eu fosse inexperiente no que tocava a relações e paixonetas. Eu temia aproximar-me de alguém, porque sabia que existiam prioridades que não podiam esperar: vencer a vida estudando e alcançando o poder, em vez de a perder com beijos desnecessários e filhos gerados imprevisivelmente. Sim, mas lá estava eu, o feiticeiro brilhante, agindo como um tonto perante ele.
Confesso que era uma máscara perfeita, servindo para ocultar o que realmente despertava em mim quando via um homem galante a aproximar-se, despertando-me o desejo que as mulheres não conseguiam fazer nascer no meu peito.
Eu só queria amar, beijar, tocar como tantos outros o faziam. Podia ter ganho um beijo ardente numa viela sórdida de Londres, oferecido por uma feiticeira que se encontrasse disposta a muito mais. Porém amar é ser amado, é ser beijado e ser tocado por alguém a quem retribuímos tais gestos com toda a devoção.
Podia amar Gellert, mas ele nunca veria em mim alguém a quem chamasse ‘amor’… se visse, seria a partir dos seus olhos cruéis e astutos, no seu jogo onde poder e glória são inimigos do amor e apenas se cruzam no mesmo tabuleiro para conquistar a vitória.
Percebi que o medo era o meu verdadeiro inimigo: não me deixava revelar a minha verdadeira face; desenhava um destino em que o Gellert me rejeitava, em que espalharia boatos sobre a minha anormalidade, julgando-me fraco, incapaz de possuir razão para levar o nosso projecto avante. Eu era a ferramenta vital que profanava o nosso sonho. Todavia, por entre os meus assombros, havia sempre um sonho em que eu e ele éramos amantes… fantasias repletas de ardor.
Lentamente ia-se tornado penoso, até mesmo para um mestre hábil em dissimulação, esconder certos embaraços nos instantes em que há uma cumplicidade com aquele que cobiçamos. Como podia evitar ficar ruborizado quando ele surgia, felinamente, nas suas vestes lavadas e coloridas, soltando aquela fragrância quente que embebedava a mente e o corpo?
E perante tais situações ele retribuía aquele sorriso de ‘eu consigo ver o que tu vês em mim, mas não te digo nada sobre tal’.
Perturbadoramente me enleava em si.
Chegou, por fim, a época em que quis começar a evitá-lo, alegando ter problemas familiares com os meus irmãos. Não surtiu qualquer efeito, obviamente.
Esgueirava-se a minha casa e fechava-se no quarto comigo, até que chegava a hora de se ir embora, deixando-me desnorteado. Logo que a porta batia, tapando a sua silhueta que desfilava pela rua, eu suplicava para que nunca mais voltasse ou que da próxima vez me mostrasse o que queria realmente de mim.
Até que as minhas preces foram ouvidas, naquela tarde chuvosa, em que ele veio mais tarde do que habitual, encharcando a casa toda com as suas botas enlameadas.
- Pega no que necessitas, Albus. - Ordenou, retirando o seu chapéu emplumado - A minha tia foi a Londres visitar uma velha amiga. Temos a minha casa por nossa conta durante uns dias e pudemos fazer algumas pesquisas.
Vacilei. Ponderei. E não resisti. A tentação de partilhar uma ou duas noites na companhia de Gellert não podia ser declinada. Deixei Aberforth a tomar conta de Arianna e apressei-me na direcção da casa da velha Bathilda, enfiando um manto e uma camisa numa mala de couro. Chovia muito mais do que eu pensava e notava-se que o Inverno progredia para lançar o seu gelo sobre as casas de Godric’s Hollow.
Abrigados do frio, trabalhamos no que ele tanto queria trabalhar, estudando mapas e documentos que não nos levavam a lado nenhum mas a todos os sítios que até então visitáramos. Perdemos a noção das horas perante uma lareira gigantesca onde ardiam labaredas invencíveis.
Bebíamos vinho e líamos mais umas páginas. Por vezes, o meu olhar deslizava do pergaminho para se perder no contorno dos lábios de Gellert e quando ele notava, esboçava aquele sorriso e eu corava e odiava-me a mim mesmo por me expor com tal descaramento. Será que ele conhecia as minhas intenções?
Passado minutos, o lenço de seda branca perdia-se ao lado do manto verde caído no chão e três botões da sua camisa desabotoavam-se, revelando o seu pescoço alto e parte do seu peito. Uma provocação demasiado ousada para pertencer ao mero ocaso.
Finalmente, bebendo o quarto cálice de Porto, vieram os primeiros bocejos e uma oportunidade para me retirar.
- Queria trocar umas palavras contigo, Albus. Rápidas, é claro, quero despachar esta conversa antes de irmos dormir… - A sua voz imobilizou-me.
- Sim, Gellert. Sou todo ouvidos. – Repliquei, esboçando um sorriso perfeito e sereno que não podia reflectir a tempestade que me assolava por dentro.
Surpreendendo-me, ele retirou um pequeno espelho do interior de uma gaveta e passou-mo, lançando-o, com a face virada para baixo, ao longo do tampo da mesa. Parou, embatendo contra o meu cálice, vertendo algumas gotas vermelhas para a superfície lustrosa.
- Do que se trata este artefacto? – Perguntei, tentando parecer curioso.
- Do nosso futuro, Albus.
Seria uma espécie de piada para se divertir comigo? Teria algum encanto que me denunciaria? Não me importei com isso, realmente. O fervor concedido pelo álcool, unido ao calor da sala e ao frio do exterior, dava a sensação de que o medo me tinha dado tréguas. Revelar-me traria as suas vantagens, mesmo que me conduzissem, mais tarde, a um desfecho que não desejava. Porém, o mais racional era ouvir o que ele tinha a dizer e ir deitar-me.

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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 7:22 pm

Citação :
Enfim, lá ergui o espelho. Eu conhecia aquele artefacto, era uma espécie de mistura entre feitiços que em vez de reflectirem o nosso rosto, mostravam como se desenrolariam os nossos desejos no futuro. Rapidamente vi dois corpos, explicitamente masculinos, embalados um no outro, carinhosamente, trocando mimos, gemendo sufocadamente, com um prazer que finalmente abrira as asas para puder voar bem alto. Um dos homens tinha uma cabeleira ruiva, que se agitava como fogo, ondulando para a frente e para trás conforme o arfar da sua respiração, a boca aberta num esgar de prazer; e o outro tinha cabelos platinados, encharcados de suor, a pele muito alva, por onde escorria um fio de gotas de suor. Ao ver tal imagem, o terror e o deleite deixaram-me sem sentidos. As minhas mãos tremeram, o espelho escapou-se dos meus dedos e desfez-se no soalho de madeira. A imagem diluía-se como se nunca antes tivesse existido.
- Mas o que vem a ser isto, Gellert?! - Levantei-me da cadeira, mantendo toda a minha pose digna de cavalheiro – Quero uma explicação.
E ouvi a sua gargalhada, extremamente divertida e rebelde, martelando contra a minha decência. A camisa já se juntara às restantes peças de roupa espalhadas pelo chão e o seu peito divinamente marmóreo estava exposto perante mim, o que não revertia grandes pontos a meu favor.
- Gellert, - Repeti, mantendo toda a serenidade. Ouvir o que ele tinha a dizer e ir dormir. Tinha de me agarrar a essa ideia. – Desconheço as tuas intenções mas sejam elas quais forem não serão acolhidas… O melhor é irmo-nos deitar… é muito tarde. Além disso, deves ter bebido demais…
- Sabes perfeitamente que estou mais lúcido do que tu.
E não fomos dormir. Estive ali, petrificado, vendo-o a dar largas e elegantes passadas na minha direcção, detendo-se a parcos milímetros do meu rosto para que eu pudesse sentir aquela boca ferozmente desdenhosa e a sua língua que me convidava para uma dança a dois. A mão dele percorreu o meu peito e lembro-me que quando o fez, senti um arrepio e a minha mão quis imitar a sua. Infelizmente, percebi que o meu corpo não passava de um mero suporte para se inclinar na direcção dos meus pés, colocando-se de joelhos. Por muito que o quisesse e que o amasse, sabia que ele não podia partilhar o mesmo por mim e que aquilo só podia ser o seu jogo em que eu era o vassalo e ele era soberano. Deveria jogar?
Começou a brincar com os cacos no chão, como uma criança, juntando um fragmento ao outro, separando-os porque não encaixavam. Imóvel, comecei a vacilar e a esquecer tudo o que me prendia à racionalidade. Os meus joelhos ajoelharam-se e os meus desobedientes dedos vaguearam ao lado dos seus, unindo pedaço por pedaço. Juntamos o vidro massacrado, que revelava os nossos rostos, lado a lado, desfigurados por cicatrizes que apenas laceravam a nossa alma.
- És inteligente, mas pareces um insolente a agir. – Sussurrou, com uma certa rispidez que não era usual para comigo.
- Até o maior dos feiticeiros tem uma certa cegueira, Gellert…
- Cala-te. - Apontou para os nossos rostos no espelho – Tu queres-me, Albus, queres possuir-me e usufruir do meu corpo a teu bel-prazer, para te satisfazeres e te libertares do que há muito se acumula. Olha para os teus olhos! Vê, quando tocas nos meus dedos, quando sentes o perfume da minha pele… olha como brilham! Não vale a pena recusares o que o teu reflexo revela. – Calou-se por momentos – E eu, entregando-me, tenho o poder de te recusar.
Agora não iria mentir nem omitir nada. Honraria somente os meus valores… e talvez os meus desejos, já que a máscara se desvanecera.
- Não me amas como eu te amo …
- E tu não permitirás que alguém te satisfaça se não te ama. – Riu-se novamente – Sonhos, fantasias contadas a quem pode acreditar nelas… Meses de pesquisa e o que encontramos até ao momento…?
Ouvi o seu riso sarcástico, contextualizando-me no novo objecto do seu discurso. Ah, sim… novamente os talismãs.
- Não encontramos nada durante este tempo todo. – Suspirou, demoradamente – Tu, no entanto, encontraste-me a mim e tens-me agora ao teu dispor como bem entenderes… mas não usufruis do teu troféu inglorioso. Poupa-lo como uma velha poupa um vestido para o usar numa ocasião que nunca chegará. Insolente! – Praguejou – As relíquias não existem, talvez se tenham deteriorado durante séculos, perdidas de geração em geração. O meio para alcançarmos a soberania desapareceu…
- Sim, talvez seja uma demanda infrutífera, mas quanto…
- O único trilho viável é acreditarmos no meu e no teu poder unidos num só. – Contrapôs, abruptamente, cortando-me a palavra – Se o sonho que desenhamos antes não se pode concretizar sem os talismãs, devemos procurar outro meio de obtermos glória. E esse meio somos nós os dois, aliados por um nó poderoso, por uma magia avançada… tu, tendo o meu corpo todas as noites durante anos e eu gozando a glória que ambicionava. E juntos, Albus, juntos… ergueríamos uma sociedade para o Bem Maior… - Apontou para os fragmentos do espelho – Vê. Acredito em contos de embalar e tu em historietas de amor… e porque não…? Nós os dois, unidos, tornando possível a fantasia.
Um desafio à realidade e até mesmo à magia: sermos criadores de um poder imenso que fazia frente às barreiras da existência, unindo-nos como amantes, conciliando o nosso dom: criando um poder insuperável.
- Fico surpreso por ouvir tais palavras vindas dos teus lábios, Gellert… - Tinha quase a aceite, sem paciência para ouvir mais nada – Mas… é muito importante saber se conseguirias mesmo ver-me como amante… vendo-me exactamente como o homem vulgar além do poder?
Apontou novamente para o espelho quebrado.
- Vejo muitas imagens naquele espelho. Poder e glória … a teu lado, para sempre.
Não respondeu à minha pergunta e eu não quis que ele o fizesse.
E também não sei como se desenrolou o episódio que se seguiu. Dei comigo a afastar os pedaços de vidro para junto da lareira, enfurecido por aceitar indigna proposta, por me deixar prender na teia de Grindewald, por me render a um beijo excessivamente intenso, que nunca antes pensara ser possível entre amantes, quanto mais naquela trama de poder. Era como dançar, sem nunca nos cansarmos. Perdermos o sentido das coisas, sem termos a noção por onde param os nossos pés. Que passo devemos dar a seguir? Onde vagueiam as nossas mãos atrevidas? O que é que elas pretendem encontrar naquele furor remexido e distante?
É esse o segredo do amor: a mente não tem resposta para o que o corpo faz.
O chão frio foi o nosso leito; Senti o seu corpo aninhar-se em cima do meu, as suas mãos ágeis a puxarem-me o cabelo com toda a fúria e os óculos a serem-me arrancados do nariz. Desapertou as suas calças. Desenvencilhei-me da camisa. Eu só procurava, culpadamente feliz, cada parte do seu corpo tão diferente do meu: nem percebia como é que alguém podia ser constituído com tanta excelência. Aquele seu coração batia, debaixo da minha mão, que tacteava pelo seu peito quente mas não muito musculado. Era um peito perfeito, sim, não um corpo de atleta, mas era aquele pedaço dele que eu ansiara, quer estivesse são ou lacerado.
O chão de mogno aquecia, ficando coberto com a marca do nosso calor. As tábuas de madeira rangiam, compondo um dueto ora com o fogo que estalava a poucos centímetros, ora com a chuva que caía contra o vidro… e por vezes tal melodia era perturbada pelos nossos gritos de prazer.
Os seus beijos embalavam-me, assim como o seu fogo, assim como a omnipotência que nos perfurava o sangue e nos corrompia em luxúria e poder.
Cravei as unhas no chão e bradei, sentindo-me pleno, ciciando doces palavras ao seu ouvido tão próximo do meu. Ele prosseguia, aventurando-se pelo meu corpo, cumprindo a sua tarefa com uma vulgaridade melíflua, sem o afinco que eu queria que tivesse. Não me podia preocupar com esses caprichos. Só queria sentir as minhas mãos a deslizar pelas suas costas nuas.
Vislumbrei, então, o olhar ausente e vago que ele mantinha no semblante, momentos depois, enquanto eu o beijava e explorava o seu peito com as minhas mãos e com a minha boca sôfrega. Um olhar triste, sem lágrimas, pintava os seus olhos. Não via nenhum fulgor.
Seria apenas sexo trivial, sem uma gota sequer de amor?
E se ele me ama e o seu disfarce frio e malévolo não me permite descodificar tais ardis?
E se ele teme tanto quanto eu o que acontecerá depois… o que dirão de nós?
Decidi pôr um ponto final naquela expedição. Deitei-me, afogueado, limpando o suor que me cobria o rosto e o corpo e recompondo os meus cabelos despenteados. Pus-me a fitar as sombras do tecto, cobrindo-me com alguma peça de roupa que por ali vagueasse.
Apertei o seu corpo contra o meu, entrelaçando as minhas pernas nas suas. Ardia em mim uma necessidade de armazenar aquele perfume caloroso na minha memória, para preservar para sempre aquele capítulo da minha vida, quer fosse o prólogo de um amor proibido ou o epílogo de uma obsessão pecaminosa.
- Gellert… - A minha boca abriu-se para lhe pedir desculpa de algo que nem sabia bem o que era, confessar-lhe que talvez devêssemos procurar a racionalidade e evitar aqueles encontros…
Respondeu ao abraço, rodeando-me a mim com toda a força que lhe restava no braço e calando a minha boca com o seu dedo longo e macio. Não estava a ser bruto, muito pelo contrário. O dedo anelar da sua outra mão percorria o meu corpo, delineando-o num trajecto sem fim ao longo de planícies suaves e oscilantes.
- Não digas nada, Albus… o mundo está ao nossos pés, não achas…?
Nunca soube ao certo a que é que ele se referia.

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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 7:23 pm

Citação :
Nome: Love Me, Love Me Not
Autor: Lestrange (Blaise Zabini para as ocasiões censuradas.)
Tipo: Ficlet
Genero: Sei lá. Drama/Romance (?)
Classificação: slash
Foco: Teddy Lupin/James Sirius Potter
Capa da fic: Devido à abstinência da Jay em photoshop, não tem.
Link da fic: Não vou postar. [/i]


Love Me, Love Me Not
Por Lestrange


Não era fácil encarar a profundidade dos olhos dele.
Não era fácil ouvir o bater da porta evocando o silêncio da casa.
Não era fácil para nenhum.

A lembrança de um toque permanente ficava gravada na mente de cada um.
A recordação de um futuro sem evidências de se concretizar.
A memória abandonada a um infinito que ambos conheciam.

Ambos diziam que era proibido.
Ambos achavam difícil encararem-se depois de mais uma noite.
Ambos preferiam negar.

-x-


Sentiu a respiração de dele na sua pele.
Sentiu uma mistura de emoções jamais experimentadas.
Sentiu James.

Era simples dizer “fim” esperando sempre um começo.
Era fácil fugir por diferentes caminhos, tendo sempre a mesma meta.
Era sempre mais fácil entregar-se. Nunca contra a sua vontade.

Qualquer palavra podia acabar com o que era frágil de existir.
Qualquer piscar de olhos podia mostrar uma paisagem diferente de cada vez.
Qualquer toque era como deitar gasolina para apagar uma chama.

-x-


Era um beijo proibido que não era pedido.
Era um sussurro inaudível.
Era como se a Terra parasse de girar.

O Universo tinha apenas um alicerce. A chama imanente de um sentimento inquebrável.

-x-


- Ted? – Chamou James, entre dentes.
- Ted? Costuma ser Teddy como todos me chamam. A que se deve a formalidade? – Ripostou desconfiado.
- É mesmo verdade?
- O quê?
- O casamento… - As palavras eram custosas de formular. - Vais-te mesmo casar com a Vick?
Teddy disfarçou e tentou ignorar. Era meramente mais fácil. E James teve a sua resposta.

-x-

O dia nasceu ensolarado. A definição que James conseguiu arranjar foi “sufocante”. A gravata apertava-lhe o pescoço, os gritos de pressa ecoavam pela casa. Era uma felicidade explosiva que se sentia por todos, menos por ele.

James implorava todos os dias que algo acontecesse. Algo que impedisse aquele dia de ter chegado, e todos os dias tinha a mesma desilusão. Tudo se mantinha estável como antes.
Queria parar com os encontros esporádicos. Mas nunca conseguia.
A cumplicidade era fácil de se sentir entre os dois, assim como a tensão que envolvia o término daquela história que se tinha prolongado por quatro anos.
James nunca conseguiu perceber a cabeça de Ted. Sem dúvida que amava a Victoire. O que via nos olhos dele não era uma mentira, mas o que via nos olhos deles também em relação a James também não era uma ilusão. Definitivamente era algo confuso.
A relação dos dois nunca foi um mero relacionamento. Era a cumplicidade que ambos nutriam um pelo outro que fazia com que tudo se mantivesse durante todo aquele tempo. Era algo forte, ninguém duvidava… Ou melhor, nenhum deles duvidava disso.
No dia em que Teddy chegou a casa com a notícia do casamento, James não se pronunciou. A visita que lhe tinha ido fazer simplesmente acabou mais cedo. Rodou o corpo e caminhou para a porta, mesmo que Teddy ainda o tenha convencido a ficar. Por isto, Teddy afirmava para quem quisesse ouvir que o temperamento de James era difícil de suportar. Havia apenas uma certeza naquilo tudo: amor. Esse era inconfundível.

As lembranças passaram a correr e insistiam em desaparecer repentinamente. James sentia-se aliviado por isso. Pelo menos, tornou o seu dia menos sufocante.

Os tempos de paz fizeram com que se decidisse que o casamento seria muggle. Até porque Victoire achava muito mais requintado. Óbvio que isso tinham sido apenas palavras de Fleur Delacour proferidas pela boca da filha, mas todos preferiam ignorar isso. Era apenas a vontade dela.

A cerimónia foi rápida. James desviava o olhar constantemente quanto Teddy insistia procurá-lo e assim tudo parecia mais fácil. Mesmo que tudo não passasse de uma grande mentira.

Com os votos feitos, seguiu-se a prolongada festa. James afastava-se em todos os momentos que podia.

Ficou prostrado no céu. Olhou para as luzinhas cintilantes que tremeluziam lá no cimo e insistiam a brilhar. Era algo fascinante como corpos ardentes podiam adquirir tal beleza ao longe. Podiam passar por tudo, mas continuavam a brilhar…

Sentiu um toque na sua mão. Leve mas reconfortante sobreposto à brisa gélida que se fazia sentir. Nenhum se encarou. Não era necessário.

- Connosco sempre foi mais simples.
- Será que foi? – Inquiriu James, perante tal contestação.
- Pelo menos nunca foram precisos votos. – E riu-se.
- Não. – Disse James, secamente. Desprendeu a mão da dele e começava a afastar-se. Quando sentiu um aperto mais forte e quente novamente na sua pele, parou. E conseguiu coragem para o encarar. – Não adianta. Houve um fim. Esse fim foi a tua felicidade. Não importa o quanto isso custe o sofrimento de outros.
Teddy manteve-se silencioso. Mas depressa quebrou o silêncio.
- James, connosco é para sempre. E direi sempre “sim” sem pensar duas vezes.
- Sim.

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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 7:23 pm

Citação :
Autor: Just
Título: Até os Démonios Gritarem Amén.
Capa: https://2img.net/h/i54.photobucket.com/albums/g90/jus7/Atosdemniosgritaremamn-1.jpg
Ship: Sirius Black/Belatrix Lestrange
Género: PWP
Classificação: NC17


Sub-Tema:
Sexo

Itens:
Igreja


N.A.: Esta fic contém actos polémicos e nada bem vistos pela sociedade religiosa. Algum problema com isso, o X no canto superior direito serve para alguma coisa. Aos restantes, boa leitura.





Até dos Demónios Gritarem Amén

“Ave Maria,
cheia de graça, o Senhor é convosco,
bendita sois Vós entre as mulheres,
bendito é o fruto em Vosso ventre,
Jesus.

Santa Maria Mãe de Deus,
rogai por nós, os pecadores,
agora e na hora da nossa morte.
Amén.”


A voz dela era baixa, contida, não mais que um murmúrio herege que sujava o silêncio da igreja, poluindo e contaminando a casa de Deus com os seus pecados não arrependidos. Estava ajoelhada no chão, entre as duas filas de bancos, sobre a passadeira vermelha, mesmo em frente ao altar. Os olhos fechados escondiam as íris negras, cor das trevas que lhe cobriam a alma. Tinha as mãos unidas, encostadas ao peito, deixando pender um terço de madrepérola por entre os dedos finos e entrelaçados. Rezava lentamente, deixando os lábios cor de sangue proferirem as palavras sagradas da sua penitência enquanto esperava.

Esperava pelo pecado.

E o pecado chegou. Devagar, sem ruído, caminhando pela lateral, parando atrás de uma coluna gótica, observando-a de perfil. Perdendo-se na visão dela, pura e maldita tentação, demónio dos Infernos que apenas o tentava, todos os dias sem excepção. Fechou os olhos, um sorriso ladino a aparecer sobre os lábios, subindo os dois degraus até ao altar, tirando um cigarro branco do maço que trazia nas jeans e debruçando-se sobre uma vela para o acender. Tragou profundamente, deliciando-se com sabor forte e enebriente do tabaco. Expirou e encostou-se ao altar, ainda de olhos fechados, consciente do seu pecado.

E silêncio. Silêncio, silêncio, silêncio.

Abriu os olhos cor de grafite e encontrou as trevas nas íris dela, o demónio em saltos altos, a personificação do pecado herege. Retirou-lhe o cigarro dos lábios, tragou calmamente, deixando marcas vermelhas na borda branca, expirou e deixou cair o cigarro, como se apenas houvesse escapado de entre os seus dedos. Deu um passo em frente, passando as mãos finas e alvas sobre o rosto dele, leve e delicadamente, afastando os fios de cabelo negro do pescoço, percorrendo as veias levemente salientes com as afiadas unhas negras, deixando um rasto vermelho na pele pálida dele.

Sirius segurou os pulsos da prima, tão finos e frágeis sobre as mãos fortes dele, afastando-os do seu pescoço, fixando o seu olhar nos olhos de Bellatrix, que ardiam de loucura. Sorriu e avançou sobre ela, mantendo-a presa pelos pulsos, beijando-lhe o pescoço e o peito enquanto ela inclinava a cabeça para trás. Passando os lábios sobre a pele de seda dela, levou os braços de Bellatrix para trás das costas e puxou-a para si, prendendo-lhe os pulsos apenas com uma mão, libertando a outra.

Passou os dedos sobre a linha dos ombros dela, sorrindo maldosamente, demorando mais tempo do que devia, querendo tirá-la do sério. Desceu os lábios novamente sobre a pele dela, pelo maxilar, passando pelos tendões salientes, deixando-os encontrarem-se com as esferas de madrepérola do terço que, naquele momento, ela trazia ao pescoço. Passou a língua pelas esferas, devagar demais, provocante demais, herege demais. Desapertou o primeiro botão da camisa vermelha que ela usava, permitindo-lhe seguir o terço, terminando com os lábios sobre o crucifixo, entre os seios dela. Beijou-o, continuando a desapertar a camisa da prima, expondo os seios delineados, sentindo a respiração dela entrecortada e os constantes gemidos oprimidos, pois era silêncio que reinava na casa de Deus.

Libertou-lhe os pulsos, depois de sentir as unhas dela fortemente cravadas na pele da sua mão, e foi imediatamente empurrado contra o altar, inclinando-se sobre ele, sorrindo maldosamente da intensidade com que ela o desejava. Desejo visível no silêncio dos seus suspiros mudos, no fogo louco dos seus olhos insanos. Puxou-lhe a camisa negra violentamente para os lados, rebentando os botões, expondo o tórax e os abdominais definidos de Sirius, cravando as unhas sobre os seus ombros, colando os lábios ao dele, roubando-lhe um beijo fugaz, selvagem, desesperado pelo pecado. Mordendo-o até sentir o sangue, ácido e metálico, na sua boca, saboreando-o satisfatoriamente, gargalhando sem qualquer som.

Sentia as mãos dele sobre o seu corpo e ardia. Ardia cada toque, cada contacto, cada ínfima carícia. Ardia de desejo, de loucura, de prazer proibido perante tão luxuriosa heresia. Afastou o castiçal de prata que estava no altar com um gesto brusco, atirando-o ao chão, pressionando o seu corpo contra o de Sirius, fazendo-o inclinar-se para trás, deitando-se sobre a toalha de linho branca, rendada, e puxando Bellatrix consigo.

Beijou-o mais intensamente, sabendo que o vermelho dos seus lábios se deviam ao sangue dele. Passou as mãos sobre o peito do moreno, as unhas a arrastarem-se sobre a pele, criando arranhões e fios de sangue. Sentou-se sobre os quadris do primo, as pernas afastadas, a saia subida; o cinto de ligas semi descoberto, vermelho como o sangue que tingia a toalha branca. Sentiu as mãos dele sobre as suas pernas, apertando-as, subindo em direcção ao sexo despido, demasiado quentes contra a pele fria dela, causando-lhe arrepios prazerosos. E as suas unhas ainda no corpo dele, desciam contra o coz das jeans, abrindo rapidamente os botões, demasiado louca para apreciar aquele gesto que ela sempre achara tão requintado.

Sirius sentou-se, retirando as mãos das pernas da prima e prendendo-a no seu colo. Olhou para ela como que dizendo-lhe ‘não’, que era demasiado rápido, e sorriu. Beijou-lhe os lábios, enquanto deixava uma das mãos subir pelas costas dela, a outra acariciando-lhe os seios, enquanto a camisa vermelha caía no chão atrás dela. Passou-lhe uma mão pela nuca, envolvendo os dedos nos fios de cabelo negro dela, puxando-lhe a cabeça para trás, beijando e mordendo o pescoço exposto, passando a lingua novamente no terço de madrepérola e nos mamilos rosados e enrigecidos.

Sem nunca romper o silêncio da casa do Senhor.

Bellatrix descera uma mão sobre o corpo do primo, deixando mais arranhões pela sua passagem, sentindo o membro pulsante sobre os seus dedos, roçando as unhas negras e leves sobre o órgão, obrigando Sirius a conter um gemido. Bella pressionou mais o seu corpo contra o dele, beijando-o com urgência e magnitude, cravando-lhe novamente as unhas sobre os ombros, mais uma vez inclinando-o para trás, deitando-o. Respirou ofegante sobre os lábios dele, os cabelos negros espalhados em redor de ambos, contrastando com a toalha branca.

Ergueu-se repentinamente, permanecendo sentada sobre o primo, agitando o altar com a força do seu movimento e, ao canto, derrubando uma vela. Mordeu o lábio inferior, os olhos das trevas fixos nos cor de prata do primo, passou uma mão sobre o rosto, sobre os lábios vermelhos, deixando o polegar entre os dentes, sorrindo maliciosamente, permitindo, finalmente, a penetração. Passou as mãos pelo pescoço e pelos seios à medida que o movimento aumentava, descontrolada, louca, gratificante. Retirou o terço do pescoço, envolvendo-o nas mãos, arqueando levemente as costas para trás. E, então, levada pelo prazer luxurioso de tal pecado mortal, orou a Deus.

“Ave Maria,
cheia de graça, o Senhor é convosco,
bendita sois Vós entre as mulheres,
bendito é o fruto em Vosso ventre,
Jesus.


As estocadas aumentavam, mais fortes, mais rápidas, mais intensas, mais hereges. E o silêncio não mais reinava. As mãos de Sirius no corpo da prima, corriam livre e insanas, desejosas, aproveitando cada momento do pecado. Ambos deleitando-se com o mais proibido e impuro prazer.

A vela que tombara ardia agora a sagrada toalha de linho branco manchada de sangue. Um dos cantos do altar ardia em chamas vermelhas, como que simbolizando o horror da heresia. E Bellatrix continuava a rezar, com a voz mais alta a cada segundo, mais intensa, mais delirante de prazer.

“Santa Maria Mãe de Deus,
rogai por nós, os pecadores,
agora e na hora da nossa morte.”


Mais intenso, mais poderoso, mais febril, mais, mais e mais. Bella arqueou as costas para trás, elevando as mãos com o terço para o alto, deixando as costelas salientes, os músculos contraídos a respiração suspensa com uma inspiração violenta... E apenas um grito ecoou pela igreja, quando o êxtase foi alcançado.

“Amén.”

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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 7:24 pm

Fics postadas!

Façam as vossas apostas ;D

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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   Dom Ago 23, 2009 7:28 pm

AMÉN!!



Eu gosto da do Les ^^

Tenho de ler as outras duas.

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MensagemAssunto: Re: III Challenge Week   

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